Psicóloga para Ansiedade
A ansiedade pode aparecer como preocupação constante, tensão no corpo, dificuldade em desligar ou medo de perder o controlo. Em terapia, este sofrimento é acolhido com rigor e cuidado, procurando compreender o que o mantém e o que pode ajudar a recuperar segurança.
Talvez seja altura de pedir ajuda quando…
Preocupação persistente ou sensação de ameaça difícil de explicar.
Ataques de pânico, falta de ar, aperto no peito ou medo intenso súbito.
Evitar situações sociais, profissionais ou pessoais por receio do que possa acontecer.
Dificuldade em descansar, dormir ou concentrar-se.
Como a terapia pode ajudar
A terapia ajuda a identificar gatilhos, padrões de pensamento e respostas corporais associadas à ansiedade. O objetivo não é prometer eliminar todos os sintomas, mas construir formas mais estáveis de regular o corpo, tomar decisões e viver com maior liberdade.
O processo é pensado caso a caso. Na página sobre como funciona a terapia explico a primeira consulta, a frequência habitual e o enquadramento de confidencialidade.
Porque é que a ansiedade cresce sozinha
Há um mecanismo que explica por que razão a ansiedade tende a alargar-se com o tempo, mesmo sem que nada de novo aconteça: o evitamento.
Quando se evita uma situação temida, o alívio é imediato. Esse alívio funciona como recompensa e torna mais provável evitar de novo da próxima vez. A curto prazo, resulta. A médio prazo, o espaço de vida vai encolhendo — cada evitamento torna a situação seguinte mais difícil, e o sistema de alarme nunca chega a ser recalibrado.
É por isso que uma parte central do trabalho terapêutico passa por reaproximar-se, de forma gradual e comportável, daquilo que se tem evitado. Não por força de vontade ou coragem, mas porque é assim que o corpo aprende que consegue.
Como trabalho a ansiedade
Trabalho a partir da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), uma abordagem contextual com forte apoio empírico no tratamento de perturbações de ansiedade.
A diferença face a abordagens mais clássicas está no objetivo. Em vez de organizar o trabalho em torno de eliminar ou controlar os sintomas — o que, paradoxalmente, costuma aumentar a atenção dada a eles — o foco está em reduzir o poder que a ansiedade tem de determinar as suas decisões.
Na prática, isso traduz-se em três frentes: aprender a reconhecer a ativação do corpo e a regulá-la; alterar a relação com os pensamentos ansiosos, sem necessariamente ter de os contrariar um a um; e retomar gradualmente aquilo que a ansiedade tinha feito desaparecer da sua vida.
O resultado que se procura não é uma vida sem ansiedade. É uma vida em que a ansiedade deixa de ser o critério das escolhas — e, por isso mesmo, tende a ocupar progressivamente menos espaço.
O que esperar do acompanhamento
A primeira consulta serve para compreender como a ansiedade se manifesta no seu caso concreto, desde quando, e o que já tentou. Não há formulário a preencher nem sequência obrigatória de perguntas.
A frequência habitual é semanal na fase inicial, por dar continuidade ao trabalho, passando com frequência a quinzenal em fases de maior estabilidade.
Quanto à duração, é uma pergunta legítima e sem resposta honesta à partida. Muitas pessoas notam alguma diferença nas primeiras semanas, sobretudo na compreensão do que lhes está a acontecer. Mudanças consolidadas nos padrões de evitamento tendem a exigir vários meses. Desconfie de quem lhe garanta um número exato de sessões antes de o conhecer.
Antes de começar
Quando devo procurar ajuda para ansiedade?
Quando a ansiedade começa a limitar escolhas, relações, sono, trabalho ou bem-estar, pode ser útil procurar acompanhamento psicológico. Não é necessário estar em crise, nem existe um limiar mínimo de sofrimento a partir do qual se justifica pedir ajuda.
A terapia ajuda em ataques de pânico?
A terapia pode ajudar a compreender os ataques de pânico, reduzir o medo dos sintomas e desenvolver estratégias de regulação adequadas a cada pessoa. O que mais frequentemente mantém o problema não é o ataque em si, mas o medo de ter outro — e é esse ciclo que o trabalho terapêutico procura interromper.
Posso fazer consultas online para ansiedade?
Sim. A consulta online pode ser uma opção segura e útil, desde que exista um espaço privado e uma ligação estável. Para algumas pessoas com ansiedade social, estar no próprio espaço facilita mesmo a abertura nas primeiras sessões.
A ansiedade pode causar sintomas físicos?
Sim. Aperto no peito, falta de ar, tensão muscular, palpitações, tonturas e alterações digestivas são manifestações físicas frequentes de ansiedade. Ainda assim, sintomas físicos devem ser sempre avaliados clinicamente para excluir outras causas — que os exames não revelem alterações não significa que os sintomas sejam imaginários.
Preciso de medicação para tratar a ansiedade?
Não necessariamente. Em alguns casos, psicoterapia e acompanhamento médico são complementares, sobretudo quando a intensidade dos sintomas dificulta o trabalho terapêutico. A decisão sobre medicação cabe a um médico, e a articulação entre profissionais pode ser feita com o seu consentimento.
Sou uma pessoa funcional. Justifica-se procurar ajuda?
Sim. Muitas pessoas com ansiedade elevada cumprem prazos e sustentam responsabilidades sem que nada transpareça do exterior — à custa de um esforço crescente. Ser funcional não significa não estar em sofrimento, e não é razão para desvalorizar o que sente.
Vou ter de me expor àquilo que temo?
A reaproximação gradual ao que tem sido evitado é uma componente importante do trabalho, mas é sempre construída em conjunto, ao seu ritmo e com preparação prévia. Nunca é imposta nem feita de forma abrupta.
Podemos conversar numa primeira consulta.
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