Como é a primeira consulta
Saber o que esperar costuma tornar o primeiro passo mais leve. Esta página descreve, sem rodeios, o que acontece do momento da marcação ao fim da primeira sessão.

Não precisa de chegar com tudo organizado.
Muitas pessoas adiam a primeira consulta com a ideia de que devem saber explicar exatamente o que se passa, ou de que o seu sofrimento talvez não seja “suficientemente grave” para justificar ajuda.
Nenhuma dessas condições existe. Chegar confuso, hesitante ou sem conseguir nomear o que se sente é um ponto de partida comum e perfeitamente válido.
Também não terá de reviver nada para justificar que está ali. O ritmo é seu, e aquilo que não estiver preparado para abordar pode simplesmente ficar para depois.
Como decorre a sessão
A marcação
Escolhe um horário pelo calendário online, pelo formulário de contacto ou por WhatsApp. É pedida apenas a informação necessária para agendar — nome, contacto e um motivo breve. Não são recolhidos dados clínicos sensíveis nesta fase.
Os primeiros minutos
A sessão começa pelo enquadramento: confidencialidade, limites do sigilo, duração, valores e forma de trabalhar. É o momento para colocar qualquer dúvida antes de avançar para aquilo que o traz aqui.
O que o traz aqui
A maior parte da sessão é sua. Falamos do que está a acontecer, desde quando, e do impacto que tem no seu dia a dia — sono, trabalho, relações, corpo. Não há formulário a preencher nem sequência obrigatória de perguntas.
História e contexto
Podem surgir perguntas sobre percurso pessoal, familiar e de saúde, incluindo acompanhamentos anteriores ou medicação. Serve para compreender o contexto, não para categorizar.
Uma primeira leitura
No final, partilho uma leitura inicial do que compreendi e uma proposta de trabalho: o que faria sentido acompanhar, com que frequência, e com que objetivos. É uma hipótese de trabalho, revista ao longo do processo — não um diagnóstico fechado.
A decisão é sua
Pode agendar a sessão seguinte, pedir tempo para pensar, ou decidir que não é o momento. Se o que procura for melhor respondido por outro profissional ou por outra abordagem, digo-o com clareza.
Preparação, se quiser alguma
Não é necessária qualquer preparação. Ainda assim, há quem se sinta mais seguro levando alguma coisa consigo.
Pode ser útil anotar previamente o que o levou a procurar ajuda agora, e não noutro momento; as dúvidas que quer colocar; e, se existirem, informações sobre medicação atual ou acompanhamentos anteriores.
Se a consulta for online, o essencial é diferente: um espaço reservado onde possa falar sem ser interrompido, uma ligação estável e, se possível, auscultadores. Os detalhes técnicos estão em consultas online.
Dúvidas antes de avançar
Tenho de contar tudo logo na primeira consulta?
Não. Fala apenas do que se sentir preparado para falar. A primeira consulta serve para acolher o seu pedido e perceber o que é seguro abordar neste momento — não para reconstituir a sua história inteira.
E se eu não souber explicar o que sinto?
É uma das situações mais frequentes, e não é um problema. Muitas pessoas chegam apenas com a sensação de que algo não está bem. Dar linguagem ao que se sente é parte do trabalho terapêutico, não um pré-requisito para o iniciar.
Quanto tempo dura e quanto custa?
A primeira consulta tem a mesma duração das restantes, cerca de 50 minutos, e o mesmo valor: 60€ na modalidade presencial e 48€ na modalidade online.
Fico obrigado a continuar depois da primeira consulta?
Não existe qualquer compromisso de continuidade. No final da primeira sessão pode decidir avançar, pensar com calma, ou concluir que procura outro tipo de acompanhamento — e nesse caso posso ajudar a orientar.
E se eu não me sentir à vontade com a psicóloga?
A relação terapêutica é um dos fatores mais determinantes no resultado da terapia, e nem todas as combinações funcionam. Se sentir que não é o encaixe certo, dizê-lo é legítimo e útil. Prefiro que encontre o acompanhamento adequado a que continue por delicadeza.
O que falo em consulta fica mesmo confidencial?
Sim. O sigilo profissional está previsto no Código Deontológico da Ordem dos Psicólogos Portugueses. As exceções são limitadas e legalmente definidas, sobretudo situações de risco grave para a sua vida ou para a de terceiros, e são explicadas no início do acompanhamento.
Preciso de guia médica ou de diagnóstico prévio?
Não. Pode marcar diretamente, sem encaminhamento médico e sem qualquer diagnóstico prévio.
Posso fazer a primeira consulta online?
Sim. A primeira consulta pode decorrer presencialmente em Telheiras, Lisboa, ou por videochamada, conforme lhe for mais prático.
Quando se sentir preparado.
Pode marcar diretamente pelo calendário ou enviar uma mensagem, se preferir esclarecer algo antes.