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Área de intervenção

Psicóloga para Autoestima

A autoestima não é apenas gostar de si. Envolve a forma como se trata, como se posiciona nas relações e como responde a falhas, limites e necessidades. A terapia pode ajudar a construir uma relação interna menos crítica e mais estável.

Sinais

Talvez seja altura de pedir ajuda quando…

Autocrítica constante ou sensação de nunca ser suficiente.

Dificuldade em dizer não, pedir ajuda ou reconhecer necessidades.

Comparação frequente com outras pessoas.

Medo de rejeição, abandono ou avaliação negativa.

O acompanhamento

Como a terapia pode ajudar

O trabalho terapêutico ajuda a reconhecer a origem de padrões de autocrítica, a desenvolver limites mais claros e a construir formas mais compassivas e realistas de se relacionar consigo.

O processo é pensado caso a caso. Na página sobre como funciona a terapia explico a primeira consulta, a frequência habitual e o enquadramento de confidencialidade.

Uma distinção útil

Não se trata de pensar bem de si

Grande parte do que circula sobre autoestima assenta na ideia de substituir pensamentos negativos por afirmações positivas. Para quem tem autocrítica intensa, isso raramente funciona — e frequentemente agrava, porque a pessoa deixa de acreditar apenas em si e passa também a sentir que falhou no exercício.

Uma autoestima estável não depende de se avaliar sempre positivamente. Depende de conseguir manter-se do seu próprio lado mesmo quando a avaliação é desfavorável.

É por isso que o trabalho não se organiza em torno de aumentar a opinião que tem de si, mas de reduzir a severidade com que se trata quando falha, quando precisa de ajuda ou quando não corresponde ao que esperava.

Como se manifesta

Nem sempre parece insegurança

Baixa autoestima nem sempre se apresenta como timidez ou falta de confiança. Aparece muitas vezes em pessoas competentes e aparentemente seguras.

Pode manifestar-se como perfecionismo e exigência desproporcionada; dificuldade em recusar pedidos, com sobrecarga crónica em consequência; incapacidade de aceitar elogios ou de reconhecer méritos próprios; necessidade constante de validação externa; ou uma tendência para se antecipar às necessidades dos outros sem registar as suas.

Um sinal frequente é a diferença entre o discurso dirigido a si e o dirigido a alguém de quem se gosta. A mesma falha que perdoaria facilmente noutra pessoa torna-se, em si, prova de insuficiência.

Origem

Onde estes padrões se aprendem

A relação que uma pessoa tem consigo é, em larga medida, aprendida em relação com outros. Ambientes onde o afeto dependia do desempenho, onde a crítica era frequente ou onde as necessidades emocionais não encontravam resposta tendem a produzir uma voz interna com esse mesmo tom.

Compreender esta origem não serve para atribuir culpas nem para permanecer no passado. Serve para deixar de interpretar a autocrítica como um facto sobre si e passar a reconhecê-la como um padrão aprendido — e, por isso, modificável.

É aqui que a Psicoterapia Analítica Funcional (FAP) é particularmente útil: como estes padrões são relacionais, aparecem também na relação terapêutica, onde podem ser observados e trabalhados enquanto acontecem.

O acompanhamento

O que muda, na prática

O trabalho costuma incidir em três frentes: alterar a relação com a voz crítica, sem tentar silenciá-la à força; construir limites mais claros nas relações, incluindo a capacidade de recusar sem culpa; e reconhecer necessidades próprias como legítimas em vez de as tratar como excesso.

A mudança tende a ser observável em comportamentos concretos antes de ser sentida como um estado interno diferente. Dizer não uma vez, pedir ajuda, aceitar um elogio sem o desvalorizar — é frequentemente por aí que começa.

Não se trata de deixar de ter exigência. Trata-se de deixar de a aplicar de uma forma que custa mais do que produz.

Perguntas frequentes

Antes de começar

Baixa autoestima é sempre visível?

Não. Algumas pessoas parecem confiantes por fora, mas vivem com exigência interna intensa e medo constante de falhar.

A terapia ajuda a ganhar confiança?

Pode ajudar a compreender inseguranças, construir limites e desenvolver uma relação consigo mais estável e menos punitiva.

Isto está ligado a relações?

Muitas vezes sim. A forma como uma pessoa se vê pode influenciar escolhas, limites, vínculos e padrões relacionais.

Afirmações positivas ajudam?

Para quem tem autocrítica intensa, raramente. Repetir afirmações em que não acredita tende a gerar contradição interna e mais frustração. O trabalho é mais eficaz quando incide na relação com o pensamento crítico do que na tentativa de o substituir.

Isto tem a ver com perfecionismo?

Frequentemente sim. O perfecionismo é uma das formas mais comuns de uma autoestima que depende do desempenho: enquanto o resultado for impecável, o valor pessoal mantém-se — o que torna qualquer falha desproporcionadamente ameaçadora.

Consigo dizer não aos outros, mas sinto-me culpado depois. É o mesmo problema?

Costuma ser. Estabelecer um limite e depois passar horas a justificá-lo internamente indica que a necessidade própria continua a ser tratada como algo que exige autorização. Esse é precisamente um dos pontos de trabalho.

Quanto tempo demora a mudar?

Padrões antigos e relacionais não se alteram em poucas semanas. Costumam notar-se primeiro mudanças em situações concretas — recusar um pedido, pedir ajuda, aceitar um elogio — e só depois uma alteração mais estável na forma como se sente consigo.

O primeiro passo

Podemos conversar numa primeira consulta.

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