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Área de intervenção

Psicóloga para Depressão

A depressão nem sempre se manifesta apenas como tristeza. Pode surgir como vazio, irritabilidade, cansaço extremo, culpa ou perda de interesse pelo que antes fazia sentido. A terapia oferece um espaço para compreender este estado sem julgamento.

Sinais

Talvez seja altura de pedir ajuda quando…

Tristeza persistente, vazio ou sensação de anestesia emocional.

Perda de interesse, energia ou motivação para atividades habituais.

Isolamento, culpa, autocrítica intensa ou sensação de inutilidade.

Alterações no sono, apetite, concentração ou ritmo diário.

O acompanhamento

Como a terapia pode ajudar

O processo terapêutico ajuda a dar linguagem ao sofrimento, reconhecer padrões que o mantêm e reconstruir, de forma gradual, ligação consigo, com os outros e com a rotina. O ritmo é ajustado à pessoa e ao momento em que se encontra.

O processo é pensado caso a caso. Na página sobre como funciona a terapia explico a primeira consulta, a frequência habitual e o enquadramento de confidencialidade.

O que costuma confundir

Nem sempre se parece com tristeza

Muitas pessoas demoram a procurar ajuda porque não se reconhecem na imagem convencional da depressão. Não passam os dias a chorar, continuam a trabalhar, e por isso concluem que não pode ser isso.

A depressão manifesta-se frequentemente de outras formas: irritabilidade e pavio curto, cansaço que não melhora com descanso, indiferença ou anestesia emocional, dificuldade de concentração e de memória, ou uma sensação de estar a funcionar em piloto automático.

Há ainda quem mantenha um nível de funcionamento elevado — cumpre prazos, sustenta responsabilidades, e nada transparece do exterior — à custa de um esforço crescente. Ser funcional não significa não estar em sofrimento, e não é razão para desvalorizar o que sente.

O mecanismo

Porque é que o isolamento agrava

A depressão instala um ciclo que se alimenta a si próprio. A falta de energia leva a reduzir atividades; menos atividades significam menos fontes de satisfação e de contacto; isso reforça o vazio e a autocrítica, que por sua vez reduzem ainda mais a disposição para fazer.

É por isso que esperar pela vontade raramente funciona. Em depressão, a motivação tende a vir depois da ação, e não antes — o que é exatamente o contrário do que a intuição sugere.

Uma parte importante do trabalho terapêutico consiste em interromper este ciclo de forma gradual e realista, com passos pequenos o suficiente para serem possíveis no estado em que a pessoa se encontra.

A abordagem

Como trabalho a depressão

Trabalho a partir da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), com atenção particular à reativação comportamental — a retoma progressiva de atividades com significado, ajustada ao nível de energia real e não ao que seria desejável.

Em paralelo, trabalha-se a relação com a autocrítica. Em depressão, o diálogo interno costuma ser severo e absoluto, e discutir cada pensamento raramente resulta. O foco está em reduzir o poder que esses pensamentos têm sobre as decisões, sem exigir que desapareçam.

Quando existe história relacional relevante — padrões antigos de exigência, de invalidação ou de sobrerresponsabilidade — o trabalho estende-se a esse plano com recurso à Psicoterapia Analítica Funcional (FAP).

Segurança

Quando não deve esperar por uma marcação

Se surgirem pensamentos de morte, de desaparecer ou de fazer mal a si próprio, isso não deve aguardar por uma consulta agendada.

Em Portugal, em situação de risco imediato, contacte o 112 ou a linha SNS 24, através do 808 24 24 24.

Falar sobre estes pensamentos em consulta é seguro e não desencadeia consequências automáticas. O sigilo profissional mantém-se, com as exceções legalmente definidas para situações de risco grave, que são explicadas no início do acompanhamento.

Perguntas frequentes

Antes de começar

Como saber se é depressão ou apenas uma fase difícil?

Quando o sofrimento persiste, interfere com a vida diária ou parece difícil de ultrapassar sozinho, uma avaliação psicológica pode ajudar a clarificar o que se passa.

Preciso de ter um diagnóstico para começar terapia?

Não. Pode iniciar terapia mesmo sem diagnóstico formal, partindo daquilo que sente e do impacto que isso tem na sua vida.

A terapia substitui medicação?

Não necessariamente. Em alguns casos, terapia e acompanhamento médico podem ser complementares. Essa decisão deve ser avaliada com profissionais qualificados.

Estou a funcionar normalmente. Ainda assim pode ser depressão?

Pode. Há quem mantenha desempenho profissional e responsabilidades enquanto vive um sofrimento significativo, à custa de um esforço crescente. O critério não é o colapso visível, é o impacto interno e a sua persistência.

Devo esperar até ter vontade de fazer terapia?

Em depressão, a falta de vontade é um sintoma, não um sinal de que não é o momento. Esperar pela motivação costuma prolongar o ciclo, porque em geral a motivação surge depois de retomar a ação, e não antes.

Quanto tempo demora a sentir melhorias?

Varia consideravelmente. Muitas pessoas notam alguma diferença nas primeiras semanas, sobretudo na compreensão do que lhes acontece e no sono. Mudanças mais consolidadas costumam exigir alguns meses de trabalho continuado.

E se já fiz terapia antes e não resultou?

É uma informação clínica útil, não um mau presságio. Vale a pena perceber o que foi trabalhado, em que fase, e o que faltou — a abordagem, o momento e a relação terapêutica influenciam bastante o resultado.

O primeiro passo

Podemos conversar numa primeira consulta.

Consulta a partir de 48€. Pode ver todos os valores em preços ou avançar diretamente para a marcação.